Sesc investe em formação e capacitação cultural na Paraíba

O Sesc tem, em seu Programa Cultura, uma ação institucional que abarca tanto a arte em suas especialidades de linguagem quanto os hibridismos decorrentes dos atravessamentos de fronteiras, gerando novas formas de expressão, intertextualidade e transdisciplinaridades, por meio de múltiplos sistemas de comunicação e produção. Presente em todo país, o Sesc democratiza o acesso dos cidadãos aos teatros, concertos, cinema, museus, bibliotecas, entre outros. Assim, entrelaça a educação e o lazer, promovendo entretenimento de qualidade que ajuda de forma lúdica a formação do senso crítico e intelectual de milhões de brasileiros. Além disso, ensina a fazer Cultura por meio de cursos, oficinas e palestras que se multiplicam nas unidades.

Na Paraíba, a instituição vem, ao longo dos anos, investindo em formação e qualificação do indivíduo, quer seja artista ou não, o que vem se tornando um diferencial no cotidiano dessas pessoas. Este ano, mesmo com os protocolos aplicados em tempo de pandemia exigindo o distanciamento social, as atividades continuaram de forma virtual, voltadas ao mais diversos públicos paraibanos.

O Arte da Palavra, realizado no mês de julho, foi um desses projetos, que alcançou aqueles que buscaram desenvolver a escrita da ficção, do conto e do roteiro por meio de exercícios e dos estímulos criativos. Destacaram-se também o Sesc Dramaturgias com oficinas de luz cênica e manipulação de bonecos, e o Plataforma Cena, realizando oficina que trabalhou o corpo do ator para atuação. O ExpoSesc, projeto de artes visuais, realizou exposições simultaneamente em João Pessoa e Campina Grande, trazendo nomes de artistas emergentes no cenário. Também no âmbito estadual, a instituição lançou mais uma edição do Paraíba em Cena, estimulando a produção artística local, propondo uma residência artística, que chega para provocar grupos e companhias a desenvolverem projetos em conjunto, trabalhando o coletivo e a criatividade.

O Sesc identifica, nas formas de mediação entre cultura e sociedade e no diálogo entre produção e recepção, os fatores estruturantes de sua Política Cultural, entendida como conjunto organizado de ações, apontando para uma compreensão expandida da sua ação social na cultura, considerando os limites transitórios e intercambiáveis das fronteiras entre áreas, segmentos, campos e técnicas que coabitam o mundo das artes, das linguagens e das manifestações materiais e imateriais do Brasil.